A música como património vivo
Fundado em 1975, por iniciativa do guitarrista Piñeiro Nagy, com o apoio de Fernando Lopes-Graça, João de Freitas Branco e Helena de Sá e Costa, o Festival Estoril Lisboa nasceu como extensão natural de uma vocação pedagógica e cosmopolita que já marcava a região desde os anos 60.
Ao longo de cinco décadas, afirmou-se como um dos mais consistentes laboratórios artísticos do país, apresentando mais de trezentas obras em estreia nacional, muitas delas estreias mundiais, e revelando novas gerações de compositores ao lado de nomes incontornáveis do século XX.
Mais de um milhar de artistas, de Mstislav Rostropovich a Rudolf Nureyev, da Royal Philharmonic Orchestra à Orquestra Gulbenkian, passaram pelos seus palcos. Mas é talvez na relação íntima com o património que o festival encontra a sua singularidade: concertos em palácios, igrejas e teatros históricos, onde a música antiga dialoga com a criação contemporânea e o sinfonismo convive com o bailado.
Membro da European Festivals Association desde 1983, o festival é hoje um ponto de encontro entre tradição europeia e pensamento artístico atual, um lugar onde a música não é ornamento, mas consciência cultural.
Agenda
A 52ª edição do Festival de Estoril Lisboa decorre sob o tema Património. O programa tem concertos até 26 de julho, dividindo-se entre Lisboa e Cascais.
Ensemble Darcos
Do Canto Visigótico aos nossos dias: uma viagem pela música coral
Unindo mundos criativos com eventos artísticos de primeira linha
Cursos
Concurso
Projecto Mare Nostrum
"Onde música, arquitectura e juventude convergem em eventos emocionantes"
Piñeiro Nagy
Director Artístico – Membro Fundador – EFA Honorary Member
Fabio Zanon é um guitarrista, regente, escritor, comunicador e professor brasileiro.
Músico e pedagogo reconhecido mundialmente. Membro do júri dos mais prestigiados concursos internacionais de clarinete. Professor na ESMAE e director artístico da orquestra sinfónica, assim como membro fundador da Ópera Norte.
Criado em 2003, o Projecto Mare Nostrum nasce da reflexão sobre a identidade cultural do Mediterrâneo e do diálogo entre jovens compositores da região. Inspirado nos Encontros Nova Geração (2001–2002), promove estreias absolutas e nacionais que cruzam património histórico, mitos e repertório universal, afirmando o conceito Tradição–Inovação. Reuniu cerca de 60 compositores e inspirou o projecto europeu MusMA da EFA.
Descubra a história, os cartazes e os momentos que marcaram o Festival.
Não há vida sem ciclos. Eles sucedem-se passando por nós sem termos a consciência de que somos parte integrante e interveniente. Ser consciente do agora e do porquê, é algo a que não damos atenção tão absorvidos pelo pequeno ciclo da vida quotidiana que nos impede de ter a plenitude da visão dos grandes ciclos.
